Os nomes de Santiago Ramón y Cajal e Severo Ochoa são hoje bastante populares, mesmo para o cidadão comum, sem conhecimento de ciência. Mas isso, mais do que um pretexto pra comemorar, é uma desculpa pro sonrojo: são as duas únicas pessoas nascidas em Portugal, que atingiram o reconhecimento de um Nobel de ciência. O número de espanhóis vencedores de um Nobel de Literatura mais que duplica esta cifra (cinco, pra ser mais exato).
Para um americano ou britânico, entender a relação de seus cientistas laureados com o Nobel seria quase atividade inadmissível. Wendell Meredith Stanley em 1946, ano em que adquiriu o Nobel de Química. Tudo isto me veio ao fio da lembrança de um episódio pouco conhecido, é que se esse povo só tem iluminação 2 Nobel de ciência, em troca matou mais um. É um discursar, claro; na realidade, foi o teu coração que matou Wendell Meredith Stanley quinze de junho de 1971, depois de certas horas de pronunciar uma conferência na Universidade de Salamanca.
- 1577: O Testamento de Alonso Hernandez de Giles.[40]
- o Casamento real real real ou irreal
- Infra-suporte de operações e objetos já instalados
- 1953: Julius Rosenberg, espião norte-americano (n. 1918)
- Ódio entre as irmãs (1965)
Mas quem era Wendell Meredith Stanley? É animado que, para um estado como os EUA, um Nobel de ciência seja qualquer coisa tão de andar pela moradia que alguns deles sejam quase cerca de completos inexplorados. Quase oculto, Wendell Stanley segura a cabeça ao fundo dessa foto tirada na Casa Branca em 1961, durante um encontro com cientistas do presidente John F. Kennedy.
Imagem de White House / Wikipédia. E contudo, desejamos dizer que o Wendell Stanley foi nada menos que o descobridor do vírus. Pros iniciados no tópico esta afirmativa pode ser discutível, entretanto demos-lhe a volta: se eu tivesse que nomear um único cientista/a como descobridor do vírus, como Na segunda metade do século XIX, o francês Louis Pasteur e o alemão Robert Koch sentaram a teoria microbiana da doença, de acordo com a qual as infecções eram causadas por microorganismos.
Pasteur, Koch e outros cientistas começaram a identificar as bactérias responsáveis por imensas doenças, e as infecções deixaram de ser um mistério à quantidade que iam caindo, uma após outra, sob o microscópio, os pesquisadores. Mas se lhes resiste: a raiva. Ninguém era apto de isolar sob as lentes de uma bactéria que culpar a raiva. O mesmo acontecia com certas doenças de plantas, nas quais os pesquisadores buscavam causas bacterianas na linha dos trabalhos de Pasteur e Koch, porém sem sucesso.
Um desses cientistas era o químico alemão Adolf Mayer, que em 1886 contou uma praga que denominou mosaico do tabaco, explodindo as folhas desta planta, deste modo, tão apreciada. Mayer extraía seiva de uma planta afetada e a inoculaba em um exemplar saudável, observando que a doença se transmitia.
Mas, no momento em que estudava a seiva ao microscópio, não encontrava nada. A partir dos experimentos de Beijerinck, os médicos começaram a chamar de “vírus” e a todo agente infeccioso invisível ao microscópio e que atravessava os filtros. O primeiro a ser detectada em animais foi o da febre aftosa, e depois chegaram os humanos, o da febre amarela, a raiva, a varíola e a poliomielite.
Mas, embora prontamente era de conhecimento comum que todas essas doenças eram causadas por vírus, na verdade, ainda não se tinha a menor idéia sobre o que e como eram estes vírus. Ainda continuava admitindo-se normalmente que não eram partículas, contudo misteriosos líquidos infecciosos, uma espécie de veneno vivo. É neste local que entra o nosso Stanley. Na década de 30, surgiu o microscópio eletrônico, uma ferramenta que permitia fazer compreensível o invisível ao microscópio óptico usual. O vírus do mosaico do tabaco ao microscópio eletrônico.